08 outubro 2010

Mercado de esmaltes cresce 35% no primeiro semestre com lançamento de novas coleções

Apaixonada por cores, a arte-terapeuta Mônica Araújo, 43, costumava misturar esmaltes para obter novos tons e driblar a monotonia dos tons de rosa, vermelhos e brancos disponíveis.

Desde que a grife francesa Chanel decidiu apostar, nos últimos anos, em lançamentos de cores fora do padrão habitual, como o verde pistache "Jade" ou o azul marinho "Blue Satin", o esmalte se converteu não só em objeto de desejo como em acessório de moda, com o lançamento sucessivo de novas cores.

Hoje, Araújo conta com uma coleção de mais de mil esmaltes de todas as cores, com variações cintilantes, foscas, neon e, a mais recente novidade, holográficas.

Ela compartilha as novas compras no blog 9ml.com.br, nome inspirado no volume disponível em cada embalagem. "Planejo a roupa para o dia e decido qual esmalte usar."

Os fabricantes rapidamente aproveitaram a onda e o mercado brasileiro vive hoje uma "febre de esmalte": as vendas do setor cresceram 35% no primeiro semestre, de acordo com a Nielsen, e as empresas estão pagando horas extras e comprando embalagens no exterior para dar conta da demanda.

As vendas de janeiro a junho somaram R$ 213,48 milhões. Em São Paulo e mais oito municípios do Estado, a alta nas vendas chega a 63%.

"O aumento da renda, impulsionado pela classe C, e a mudança de hábito da consumidora explicam o crescimento. O país tem muito potencial de consumo em produtos de higiene e limpeza. Hoje, uma consumidora chinesa usa mais de 40 tipos de creme para a face. A brasileira, apenas um", afirma Arthur Oliveira, da Nielsen.

O Brasil é hoje o segundo maior mercado em vendas de esmalte, atrás apenas dos EUA, de acordo com dados da consultoria Euromonitor.

Desde março, quando chegou ao mercado a coleção flúor, lançada na São Paulo Fashion Week, a Impala, marca da Mundial, registra demanda acima do esperado. A empresa estendeu o segundo turno até as 2h da manhã e abriu novas vagas.

"A cadeia de fornecedores não estava preparada. Agora a indústria nacional corre para aumentar a disponibilidade de vidros, tampas, e o mercado está recorrendo a outros países", afirma Luciana Marsicano, diretora de Marketing da Mundial.

Desde o segundo semestre do ano passado, a Colorama, da L'Oreal, compra parte das embalagens na Índia. O número de coleções saltou de três para seis a sete/ano.

Renata Kameyama, diretora de Marketing da Colorama, destaca que além de novas cores, a empresa investe na sofisticação do produto, com o relançamento da linha única camada, em que não é preciso aplicar o esmalte mais de uma vez.

A fábrica da Risqué, em Taboão da Serra (SP), opera em três turnos, 24 horas/dia para atender a demanda. A empresa foi comprada em 2008 pela Hypermarcas e espera faturar R$ 282 milhões neste ano, o dobro do patamar anterior à aquisição.

A diretora-executiva de Planejamento, Gabriela Garcia, destaca o aumento dos investimentos em publicidade. No ano passado, ela lançou campanha na TV com a atriz Mariana Ximenes. "A Hypermarcas é o segundo maior anunciante em bens de consumo no país, só perde para a Unilever", disse.
Fonte: UOL


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