28 novembro 2013

Herdeiros da Hering trazem Guess de volta ao país com produção local

 
A grife americana Guess está de volta ao país, desta vez pelas mãos dos herdeiros da Cia. Hering. 

Conhecida pelos jeans colados ao corpo, a marca chega com preços mais acessíveis e uma estratégia diferente das grifes estrangeiras que têm desembarcado no país e que trazem as mercadorias de fora, com altos custos de importação: todos os jeans serão fabricados no Brasil. 

Além de garantir preços similares aos praticados nos EUA, a fabricação nacional permitirá adaptar a modelagem ao corpo das brasileiras. 

"Meio centímetro a mais na panturrilha ou na coxa num modelo 'skinny' faz toda a diferença em termos de conforto", diz Thomaz Hering, 25. 

Os jeans custarão a partir de R$ 199. Nos EUA, começam em US$ 89 (R$ 202). 

Na primeira tentativa de trazer a Guess para o país, com outros parceiros e a linha toda importada, o jeans começava em R$ 500 e podia chegar a R$ 800.
"O brasileiro não é burro. Não adianta trazer a marca e vender a três vezes o preço praticado lá fora", diz. 

  André, Thomaz e Thiago, herdeiros da Hering e sócios com 40%da Guess Brasil; jeans serão todos feitos no país.

A coleção que chegará às lojas em janeiro será quase 70% fabricada no país.
A Guess chegou a ter três lojas no país, incluindo um ponto de 200 m na Oscar Freire. Mas o negócio não durou mais de dois anos e foi encerrado em 2009. 

Thomaz e os irmãos André, 27, e Thiago, 30, filhos do presidente da Hering (Fábio Hering) e representantes da sexta geração da companhia catarinense, são sócios com 40% da Guess Brasil, por meio da HRG3. A Guess deterá o restante. Os valores do investimento serão divulgados no próximo balanço da companhia americana.

A primeira loja abriu as portas na semana passada, no Shopping Cidade Jardim, mas a marca não pretende focar o luxo. A próxima abertura será no shopping Center Norte. "Jeans não tem classe social. Queremos falar com o Brasil inteiro", diz André.

A intenção é abrir 45 lojas nos próximos cinco anos. Os sócios deverão comandar até dez lojas no eixo Rio-São Paulo. O resto da expansão se dará no modelo de franquia. A empresa também aposta nos canais multimarcas e tem como meta alcançar mil pontos de venda até 2018.

Os Hering fazem questão de ressaltar que o negócio é totalmente independente da Cia. Hering. A produção não será feita em fábricas da Hering e não há relação societária entre as empresas.

Com diplomas em administração e direito, os três irmãos estão impedidos de trabalhar na Cia. Hering devido a regras de governança corporativa.

A HRG3 existe há cinco anos e tem, entre outros negócios, uma rede de 17 lojas franqueadas da Cia. Hering. 


1 comentários:

  1. Sou fã da Hering e saber que o grupo está por trás da loja grifada é interessante. Não sei se tenho coragem de pagar R$200 dilmas em uma calça + tá valendo rs

    Bjkas

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